Na solidão de certos dias, eu me invento.
Então enfrento medos, vivo de loucuras, desafio meus limites, faço de mim guerreira, solto a luta que mora dentro de mim.
E crio espaços, e arranco pedaços, me reconstituo.
Encontro-me comigo, faço de mim abrigo, num brilho intenso que só eu vejo.
E me reencontro, instrospectiva.
Então vivo cada volta, cada curva, reviro o passado, salto e pulo pedaços, reconstruo, faço o que eu quiser.
A beleza é reflexo, o que vem de dentro não cessa, a dor que existe dentro não cessa. Pois não nasceu pra ser manifestada, nasceu pelo sofrer, pra ser atingida, e permanecer em seu estado mutante.
O vento cósmico passa por mim. Desconstrói-me. Deixa em mim só o verdadeiro, o eterno.
Dói o que se desmancha, o ilusório. E o que fica é forte, essencial."
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