domingo, 13 de junho de 2010

Poema de mulherzinha

Eis que o digo.
Simples, claro e sem cerimônias.
Eis que digo o que estava pra ser dito há tempos,
mas o faço na hora exata.
Como um bomba relógio, que estava em seus últimos segundos há muito tempo
e explode maravilhosamente bem.
O tom meio rouco, a voz pouco efusiva, muito pouco.
Explode lindamente, como num filme ou num poema.

Poema de mulherzinha.

Agora você está vendo, agora,
algo lindo, ou não, que vejo
também.
Estamos no mundo ao mesmo
tempo,
e isso, só isso, já me impede de
esquecê-lo
por um instante sequer.
Você respira, tosse, respira, dorme,
espirra e eu não posso deixar de
sentir.
Ora!, foge ao meu controle.
Esteja você numa ponta do
planeta e eu em noutra.
A Terra é somente uma estrela,
nós o infinito de todo um cosmo.
Não posso fazer nada, não há solução.
Então choro,
oro,
te esporro de mil xingamentos,
Desculpa, amor, é que eu te amo.
te amo,
te amo
e quase não sou mulher o suficiente
para tanto Isso.

-Fernanda Young

(Yes, you are.)

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