sexta-feira, 27 de agosto de 2010

28/08

Eu que pensava que não
eu que pensava que nunca
que nunca mais
presenciaria 
teus olhos atentos
fechados diante dos meus. 
As linhas convexas
sempre levam ao mesmo extremo
de um mesmo círculo
vicioso
de um delírio
tênue
invisível
diante dos olhares 
desantentos
dos terceiros 
Que presenciam
a mesma cena
de antes
e tudo.
E tudo o que nem sei explicar
minhas pernas trêmulas
me falta o ar.
O ar que preciso 
para me livrar do infecto
dejeto
que me afeta
e me transporta
para universos imaginários
traçados por linhas opostas
e a volta
nunca volta
volta
volta
volta.
Esses dejetos me fazem crer
que nesse universo
paralelamente
estamos eu eu você
numa tangente indiscreta
que nunca presta
para começo ou fim algum.

Nenhum comentário:

Postar um comentário