Oh menino,
pouco sabes sobre a vida.
Sobre as metáforas exageradas,
o desabrochar,
ou mesmo das tantas partidas.
Pouco sabes que me tratando assim,
menos e menos
terás de mim.
Universos tão contraditórios
não me prendem
nem me encantam
e vivo disso.
Vivo do encanto
que em mim desperta
uma breve alegria
de borboleta,
que dura pouco mais de sete dias.
E isso deve explicar
o desamor constante
que brilha e irradia
numa terra tão distante...
Posso comparar o amor
à uma feira
que começa com as frutas novas,
lindas e perfumadas
e termina com a lama
de restos de peixe a feder.
Me desculpe por falar tanto do fim
é que sou desajeitada,
e não caibo dentro de mim.
Já disse, sou pequena demais
mas mesmo assim
não caibo nessa cidade,
nesse país.
Sendo assim
vivo dentro de mim
a clamar meus medos
repetir meus erros
sendo um grande poço
de insensatez.
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