terça-feira, 10 de agosto de 2010

|Sem título|

Sento, penso, nada escrevo.
Diante desse batalhão de coisas que tenho em mente, perturba-me o fato de parecer alheia às ideias.
Faço força, espremo a mente em busca de uma gota, que seja, de amor próprio. E nada saí.
Não sei se está frio ou calor. Aqui dentro o tempo intercala. Hora chuva, hora tempestade, hora breu. Nada sei.
Quero vomitar o que me perturba, esse aperto no peito, esse medo que mora em meu universo de introspecto, esse ódio de nemseioque.
Escrever seria o jeito, mas tenho tantas coisas em mente que chego a ser oca. Um buraco negro, calado, sombrio, triste, um verme ambulante em seu mundo sem jeito.
Pego um café, dois. O sono vêm mas nunca durmo. Sugaram-me as energias, meu novo idioma ninguém conhece.
Chovo, faço frio e desafio verbos que nem posso conjugar em primeira pessoa. Chovo e sou sombrio. Um castelo de neve coberto por avalanche. Chovo e sou nevasca, em meu infinito gelo mental.
Sem vontades, sou o vestígio calado de meus próprios fracassos e temo que isso nunca acabe.

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