quarta-feira, 27 de outubro de 2010
A vida bate na porta
Passaram-se dez, mais duas e eu terei meu dia seguinte. Ele virá, com seu sossego pré-suposto. E há de me deixar inerte por milésimos de segundos, como de costume. Há de chegar antes da noite, e levar todo o azul. O sol fugirá às frestas e o escuro há de ficar claro diante dos olhos, que brilham, e brilham, e brilham... Cada um em seu devido lugar de felicidade momentânea, enquanto eu, mais uma vez, hei de estar tocando minha verdade imutável. Mais três e eu terei Novembro, com ou sem chuva. E se vier, para traduzir clichês ou não, traga-me os bons ventos, e me dê sorte pra saber um pouco menos, que esse mundo, Ah!, sabe girar!
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