quarta-feira, 26 de maio de 2010

Adeus

Ao menos esqueci o que haveria de esquecer.
Sempre soube que isso aconteceria, e não temia, pelo contrário.
Pordoe-me por culpar-te de tanto, do todo, de sempre. Foi um erro exigir de ti reciprocidade das coisas que também não fiz, das atitudes que deixei de tomar.
Foi num dia de sol, o exato dia de sol.
O clima ameno, exatamente como haveria de estar.
Foi como se eu estivesse me preparando para tocar em uma alavanca, e só então, meses depois, consegui.
Fechei os olhos e resolvi deixar-te ir.
Simples e pouco doloroso.
Então, neste exato dia de clima ameno e sol caloroso, me despeço das incertezas que me trouxe, do amor que não me foi concedido, dos braços que nunca tive.
Meus lábios se movem como quem diz um simples adeus. Só assim, posso deixar que as borboletas descontroladas que em meu estômago habitavam, partam.

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