Só os pássaros me acompanham.
Espanta-me tal sincronia vagarosa dos quem vêm e dos que vão.
Os que vão sem pudor, os que voltam por (des)amor.
Caminhava sóbria, pensativa de mim. Sentindo como se tivesse passado dos 30, e ao mesmo tempo não beirasse os 10.
Passo a passo, pisando sobre o conjunto cinza-morto das calçadas, vislumbrando um amarelo solene que vinha do alto.
Aonde estava todo esse tempo? Cega diante das belezas mais simples?
Talvez.
Talvez estivesse muito ocupada revisando equívocos, impossibilitada de tal sorriso estridente.
Talvez estivesse trancada num lugar pequeno e superlotado, onde só cabiam meus medos e eu.
Descobrir um incompatível decisivo é sempre um alívio, um alívio...
Então, me resta seguir impune.
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