O problema é que ainda sou obrigada à ouvir certas coisas. Tapar os ouvidos e me fechar em meu mundo talvez fosse a maneira correta de não demonstrar o que terceiros dão o nome de "ignorância".
Julgam-me sistemática, egocêntrica. Eis que me ponho a pensar: Se pensam absurdos de mim e vivem a reclamar, por que ainda insistem em permanecer em meu cotidiano?
Não sou nada flexível (novidade) e também não vou ficar ouvindo reclamações perturbadoras, levando em conta que a porta da rua é serventia da casa, e sempre foi.
Outro problema é dizer adeus. Dizer adeus quando não tenho escolha. Fechar a porta sem ter a mínima vontade e parar, e parar por fração de segundos. E pensar, reviver, reclamar dessa vida, sentir um peso. Sentir o pesar de meus dias seguintes e a falta que vai me fazer, mais uma vez, aquele alguém. Aquele, tão igual à mim, com quem posso e compartilho, compartilho tudo ou quase.
Dizer adeus dói, mesmo sabendo que daqui mais um tempo voltarás, sempre dói e é sempre a mesma dor.
Diante de todos estes problemas, sinto como se tudo começasse de novo, e ao mesmo tempo voltasse ao normal...
"Eu só te amo quando estou triste"
Eis que chega a hora de voltar ao peso de meus dias, ao peso de minha rotina.
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