As coisas me fogem da cabeça ao longo de tempos e tempos. Me fogem as coisas menos prováveis.
Vezes acho ser bênção divina, vezes sinto ser pitada de castigo.
Hoje me dei conta, é inverno. E mesmo que o sol insista em brilhar, sei que os vestígios de um inverno passado tornam-se inevitáveis.
Lembro-me bem de como eram suas mão, do seu perfume e do jeito com que seu cabelo me intrigava. Lembro-me das noites que passávamos rindo de nossas próprias sinas, de como rir descontroladamente tornava tudo mais fácil.
Lembro-me claramente de um adeus tranquilo, do que teus olhos me fizeram enxergar e do que os meus pensamentos, naquela noite, me fizeram crer.
Tudo é relativo. E o que parece não ser, de maneira alguma, é também.
Os dias seguem pela estrada infinita de nossas vidas tão finitas, tão finitas...
O ócio toma conta dos momentos menos propícios, o que fazer?
É hora de viver outro inverno.
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