Em seus olhos, as mesmas pedras fixas e desgraçadas de outrora, na boca o frio de um cantar desamparado.
Observe quão quietos e incrédulos são estes dias, frios, como a nevasca de uma mente que se casou com a mágoa. E então, brincas com a incerteza de um cego, sente o vento, e senta. Na quietude do universo, reflete sobre as minhas passagens tão sóbrias. Depois, brinca com a vontade de um vegetal, e permaneça exatamente aonde está. Por fim, somos dois sábios, tendo a mesma noção e certeza de que: "De novo? Não valerá a pena...". Se pudesses ao menos encontrar um sólido pensamento certeiro nas entrelinhas imaginárias de meus passos incertos, talvez me contradissesses em pontos ou vírgulas, em travessões desnecessários, no desmoronar de minhas preces baixas, de minhas agonias caladas.
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