terça-feira, 28 de setembro de 2010
Au revoir
Deixei então, que se atirassem ao vento as emoções artificialmente provocadas. Um impacto de dor me atingiu e o apego soou gritante em meus ouvidos aflitos, não mais tapados pelo ódio. Estava tremula, esverdeada, e o velho sofá fucsia mais parecia um pedaço duro de madeira velha, e mofada, e tanto que nem sei o quanto aquilo me doía. As farpas entrando em minha pele, ardendo alma à dentro. Talvez as linhas retas tenham formado um ângulo, o que às fez finitas. Finitude esta, que presenciei à duras penas naquele dia de domingo, em que a chuva caía e de tanto, afogava os sentimentos. Toda aquela imensidão que existia não mais transbordava no balde de desordem que costumavamos ser. Devia haver algum furo, ou o desgaste fez com que o nosso balde humano se partisse. Assim, na medida em que o balde se partia ao meio nos embaraçavamos em nossos próprios medos, e angustia, e ego, e orgulho, e fim. Passo as tardes, varo as noites e mergulho madrugadas adentro para encontrar com a manhã, e perceber teu anonimato estatelado em minha frente, horas e horas.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário