terça-feira, 28 de setembro de 2010
Amilaze
A janela escancarada, o vento ansiando minha calma. Na cama, papéis se moviam insistentemente, enquanto lá fora, não sabia-se ao certo se algo queimava, ou se a chuva apenas caía. O que soube foi que dentro de mim algo queimava, incendiando cada pingo de calma que às custas, tentava capturar. E cada segundo, cada salivar, cada piscar de olhos se tornava eterno no tempo perdido de todo aquele momento. A chuva insistente, permanecia paciente do lado de fora. Novembro ainda não chegou, mas já entendi. É necessário o escuro para que dele brote a luz, e escuro não quer dizer oco. Não estou sofrendo, estou ausente da dor, morando em meu próprio oco.
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