A luz permanece apagada, dias a fora. Faz frio aqui dentro. É inverno, é deserto. O relógio, a cada segundo, parece insistente em sua missão de me fazer lembrar que enquanto o tempo passa, meu refúgio é o lado errado. Converso comigo o tempo todo. Meu interior parece presar por esta tortura, o exterior, procura o brilho que se perdeu em algum lugar de todo esse tempo que o relógio me faz questão de mostrar que passa... Em dias como 10 e 25, viverei menos alguns. Esperar caleja a alma. Essa ânsia há de me matar.
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