Que culpa tenho eu, Ah!, que culpa?!
Se sou viva, dominada de um amor mundano, pacífica, oceano; De céu, mar, amor.
Que culpa tenho eu?! Que culpa?
A culpa do inocente que sofre calado, de um artista que só quer ser tolerado, do amante, da dor.
Que culpa, Ah!
Se a vida me foi dada, que enfim será tirada, em martírio, luta, horror.
Que
Que culpa
Ah!
Eu
Tenho
Se respiro
Ardo
Brilho
Sem sentido
Amor
Compreensão
Que culpa.
O simples que toca
O amor que transborda
Triste, perdão
A morte
por opção
A mentira
como abrigo
Um martírio, um precipício
Um ato, um coração.
Ah! Que! Culpa!
Pela simplicidade decadente
Pelas coisas indecentes
Pelo vício, pelo ato, pelo desamor, pela alma
Que vive, e educa à si
A cada esquina
Que a vida
Te tromba...
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